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16 de junho de 2011

Mercedes Sosa, Liliana Herrero y Fito Páez

La Zamba del Cielo. Una canción perfecta. Un trio perfecto. Un amor por la negra que se siente fuerte.

Posted via email from As pedras do reino dos Runas e dos Ingas

21 de maio de 2010

parque das ruínas


Na Festa Literaria um raro momento de solidão.

22 de abril de 2010

no words. just sand, salt water, and skin















no title...
Originally uploaded by dimitris karpetis



a pele esfria o vento
o som das formas explica tudo
palavras poemas luzes
fotogramas
tudo desnecessário tudo
vão
ela é e ela faz nosso olhar

the skin colds the wind
the sound of the shapes explains everything
words poems lights
photograms
all unnecessary all
useless
she is and she does our sight

17 de abril de 2010

Erlin Park Chongqing China October 2008

Imaginar, ver por los ojos de mi hermano, esperar tiempos de peregrinación por la Tierra Media / el Centro del Cosmos / China

Nas ruas poema de Madre Teresa


life
Originally uploaded by u.wili

16 de abril de 2010

De mi hermano Carlos : saludos desde la China

Queridos amigos y familia:

Ya van dos días que estoy en la China y siento que fueran muchos días más por todas las experiencias que estoy viviendo.

Hace casi 90 años mis abuelos vinieron de Cantón por barco hasta el Perú, huyendo de la pobreza, en busca de una esperanza.

Hoy emprendo el camino de retorno y hoy me encuentro en Yiangjiang en pleno Cantón.

Después de un viaje de más de 30 horas, que me llevó primero a NY; y luego, cruzando el Polo Norte, entrar por Siberia al Asia y luego arribar a HK.

Creo que el viaje se me hizo menos pesado pues me acordaba de mi Abuela, mi Apó, quién me contaba lo duro que fue su viaje al Perú, en un barco pequeño que se movía mucho, donde mucha gente murió enferma, por las malas condiciones de higiene, y en una forma yo soy un privilegiado.

A diferencia de un viaje de turismo el trabajo te permite ver otras cosas y compenetrarte con la gente a otro nivel.

Mis primeras impresiones de la China, es de un país en plena modernización pero con una vasta población todavía en la pobreza y la ignorancia.

El trayecto de Hong Kong a Yiangjiang es una zona casi tropical, donde abundan los ríos caudalosos y la vegetación.

El trayecto en ferri de HK a la China Continetal me hizo recordar a Parati, muchas islas llenas de vegetación.

Yiangjiang es una pequeña ciudad donde igual se puede ver el avance de la modernidad, aunque son más las zonas antiguas que las nuevas.

Bueno espero tener más tiempo para contarles algunas experiencias de mi viaje.

Todavía tengo que visitar Beiging, Shangai, Ningbo, Macao, Guanzhou y muchas ciudades más, en este mes de trabajo.

Un abrazo a la distancia

KO KIM siguiendo la huella de sus ancestros.

Sobre a Educação Popular em Saúde: Teatro para Poucos (Loucos): ao Bonetti... aos que falaram com sabedoria... às musas da rede...

Um mestre zen, gozadinho ele, dizia: "quem sabe não fala". Eu, como sou socrático até a cicuta, e nada sei: falo.

Mais uma vez saindo da toca. É que o Osvaldo escrevendo... quer dizer que a coisa está ficando boa. Gentes, esse cara é personagem de música de Caetano. E a filhinha deve ser lindinha mesmo. Assim como é lindinha demais a filha do nosso futuro Lula-lá, o Cariri.

Mas vamos lá:


A Elda, minha companheira e mestre em bom senso (eu, como sabem, sou personagem do Lewis Carroll; dai a minha total incapacidade para acumular dinheiro nem poder; dai minha obsessão por escovar palavras, como disse aquele que anda pela terceira infância aos 94 anos - o meu pai poeta de Barros; dai a minha necessidade e sorte de ter ao redor pessoas de bom senso, como a Elda - e a minha filha sensata - Bia // a Kaká, não; ela será arqueóloga de palavras; mais uma do Lewis // a Paula, menos; ela é poeta gótica aos 14 - mais outra sem futuro financeiro. E o pai, orgulhoso das três. Caladinho como bom oriental, mas orgulhoso.

O que era que estava escrevendo? A Elda. Sim. Ela tá dormindo já. (Mas) Ela disse: que povinho danado esse da Rede e da Lista que se mete nos sonhos e faz você falar dormido de Listas e Paulos Freires e travessias e tal. Ela disse mesmo. Poi Ser, eu disse, com sotaque indefinido. Às vezes perco meu sotaque (que é sotaque pessoal, de uma família, de um bairro, de uma cidade, de um país, de uma mistura... e não, como dizem "cordiais", e etnocéntricos, os brasileiros, um "sotaque latino" / mas esses - o singular, e o genérico, se perdem quando eu me perco na lembrança, no devaneio, na invenção de uns Outros que sou).

E aí, com os danadinhos da Rede, a toca fica tremendo, a toca é um pedaço de chão confortável que dá ecos e ecos de palavras e mensagens. E ela fala ao pé do (meu/seu) ouvido: qual o nosso lado do espelho? E surge o gato da Alice com a cara do Stotz e diz, uma e outra vez: para que quer saber para onde vai este caminho se não sabe aonde ir? Tanto faz.

Tem que saber o caminho? Há caminho correto? Vale deixar-se encontrar pelos caminhos? Vale deixar-se levar pelos caminhos? Vale o papo Zeca Pagodinho da coisa?

E ai a toca se mexe como coelho espreguiçando-se e eu, urgentemente, tenho que sair ao sol - embora sejam quase 9 horas da noite. Sol figurativo, literário, quase como texto pós-estruturalista que joga palavras mágicas como sementes de feijão procurando gigantes e castelos nas nuvens.
E aí eu saio da toca, driblando - como disse a Amélia em mensagem pessoal (não mostro para ninguém, vai comigo ao túmulo): como Garrincha. Aliás usei minha camisa de Garrincha a Alegria do Povo ontem. E hoje, pelos gritos destemperados na rua o Botafogo ganhou e vai à final para perder de novo do Flamengo... flamengo time de sanitaristas, rs.

E escrevo. Saído, expulso por vocês, caindo ao jardim da Alice onte uma pedra é uma pedra e não aquela do meio do caminho (outra vez Stotz, com caminhada de Drummond, atravesando o Flamengo).

Noite de sábado. Com a minha mini artista (Ana Clara, 7) assistimos a Alice psicodélica do Disney. Crianças são mestres. Jorge Drexler diz: os filhos fazem à gente relembrar que toda vida é sagrada. E é mesmo. Que toda glória é nada. E é mesmo.

Que todo poder é meio e nunca fim. Que toda bajulação é ferida de faca no coração dos honestos. Que sempre haverá supremacia da experiência direta com as pessoas mais simples. 

Que eles são os verdadeiros mestres (não todos, óbvio, há que confiar no acaso construído pela beleza do percurso). 

E a galera da educação popular devia saber. Pelo menos isso. Fundamental. Pedra fundadora. Olha o exemplo aí: o Eymard nas comunidades de João Pessoa; a Carlinha Moura e seu belo trabalho; a Vera/Neide e turma; paro que vou esquecer gente demais.

Mas esquecemos. Ou, papo psi, fica tão escondido nas camadas mais desconhecidas que justificamos tudo a tal ponto de maquiar tudo e parecer tudo e fazer tudo... confusão danada. Mas vocês me entendem.

E ai, se por acaso pensávamos nos paraísos, eles existem no meio das lamas - dá medo falar de lama aqui no Rio, porque rapidinho pensamos naqueles políticos que foram colocados lá e não estão nem aí, mesmo falando na hora do aperto, mesmo dizendo que estão aí, mas na verdade querem é se dar bem. E imagino a Dilma lavando as mãos uma e outra vez depois de acariciar a cabeça do Garotinho. Que alívio, heim Ivo? Tu tá agora em casa, no friozinho de Teresina, bebendo cajuina cristalina de Teresina, somente para perguntar no fim da tarde: "Existirmos. A que será que se destina?".

Eis o ponto do negócio. O Valla disse uma vez, no bar Palácio: "o problema do Brasil é que todos pensam que devem se dar bem a qualquer custo. Se não o Brasil seria perfeito. E eu estou aqui quase 40 anos". E ele disse: todos, com essa ironia perfeita, além da própria consciência, que o elevava à categoria de mestre zen, sem ele mesmo perceber.

E ai ele ficava dizendo piadas sobre como o pessoal do PT era também autoritário e nem se interessava em escutar a fala das pessoas da população. E que os cientistas sociais entendiam tudo errado. E ai chamava o garçom, muito querido ele, e perguntava e perguntava. Acho que minha dissertação foi mais fala do garçom do que minha. E o Valla estava certo.

E o que que o saudoso Victor tem a ver conosco? Misteeeeeerio. 

Alguém por aí sabe me dizer?

Hoje andei com cara de burro na minha aula de violão. Sempre fico burro ao lado do mestre (o grande alagoano João Lyra, virtuose e grande piadista e debochador). Mas hoje foi pior. O chorinho eu nem conhecia. Os acordes, menos ainda. Ai decidi: vou parar de tentar, relaxar e escutar os colegas e o mestre. Não é que foi bom demais da conta? Foi quase como meditar (no sentido budista e não cristão) e alcançar a iluminação (por fragmentos de segundo, claro). E ainda, o João rindo na minha cara e dizendo: não vai tocar? E eu: tá bom demais assim João. 

Aprende-se violão para tocar e para parar de tocar e ouvir. Quando se ouve se faz grande música também.

E depois, voltando de ônibus e metrô da Urca para a Tijuca (as ruas ainda todas enlamadas) carregando o violão nas costas eu ria: "que imagem bizarra: um chinês peruano tentando aprender choro e atravesando a cidade com um violão grandão, meio atrapalhado, meio objeto de curiosidade. Há certa beleza nisso, mesmo que seja produzir alegria nos curiosos."

E já chego à lista, que somente sobre a lista são as mensagens - me disseram e algo li, mesmo um colega legal falando: se quero apago, se quero leio. De novo Zeca Pagodinho: se eu quiser beber eu bebo, se eu quiser fumar eu fumo, pago tudo com o suor do meu emprego... etc. [aliás, será que o papo Pagodinho é mais contemporâneo que o papo da Viola?]. E eu disse: se não escrever sobre a lista ninguém vai ler. Escrever sobre a lista da ibope. Coisa importante, a lista.

Já vou chegando à lista...

A minha avó de 95 anos faleceu no bairro de Surquillo (pronuncia-se Sur-Qui-Lho, senhores lusófonos) faz uns 3-4 dias. Curiosamente, ainda não veio se despedir. É costume de vários da minha família vir em sonhos ou em atos misteriosos se despedir de mim e de 2-3 primos mais. Já que está de moda o Chico Xavier (a globo fez filme e agora novela e irá lançar dezenas de produtos das organizações Globo para realizar o oposto do ideal do Chico: se enriquecer e ficar poderosos) eu trouxe esta história fresquina. Só para chamar a sua atenção. Já vi gente bocejando.

Minha avó. Ela era dura, raivosa, violenta. Casou quatro vezes. Batia nos filhos com entusiasmo, quando isso era virtude e quase obrigação. Era simples. Lia devagarinho. Gostava que os netos lê-sem coisas para ela. Eu lia para ela aventuras em velhos livros amarelados: Verne, Salgari, Dumas... isso com 8-9 anos. Li a Divina Comédia (a tradução devia ser pésima) com 10 anos. A cada página ela dava um doce. Ler para ela me fez amar os livros. Ainda, cozinhava para os netos (todos deixados por nossas mães com ela). Fazíamos fila na cozinha para pegar quitutes. Ela ria. Deixou de ser violenta com os netos. Não precisava. Guardou a raiva para os genros, coisa compreensível (feministas peruanas iriam amar a história). O tempo confirmou que a ira da dona Apolônia Jiménez era justificada, rs. Homem não presta mesmo.

Espero a despedida dela sem ansiedade. É que a mente dela andava confusa. Talvez demore um pouquinho. Mas ela chega. Também, nunca veio ao Brasil. É longe, sabiam? Moro aqui 15 anos e ainda me sinto longe, muito longe.

Vai, rapaz. A lista. Sim. Até o autor tá com sono agora.

Fiz da lista minha casa, como recém casado - ou melhor como namorado morando com a namorada, só curtição. Isso foi por 2 ou 3 anos. Talvez 4. Depois virou trabalho. Eu queria outros tomando as rédeas para ir voando por outros lugares. Ou na mesma rede, sem o peso de Administrar e estimular diálogos que, pela mudança inevitável-boa-necessária das pessoas e do mundo, já eram de outra ordem.

Faz algumas semanas disse algo como: amava a lista de 30. A de 800 (sim chegou a ter 800) era um imenso ágora interrogando. Quem está lá? Será que também tem gentes que pensam totalmente diferente e estão "vigiando para depois castigar"? Será que há também lobos fantasiados de cordeiros, usando Paulo Freire para afirmar podres poderes, confusas vaidades, lucros dúbios? Nunca teremos certeza. Não mais. Como alguma vez o Eymard me disse: deixou de ser espaço protegido.

É necessário espaço protegido? Ou melhor: todo mundo precisa da intimidade de um lar? A internet pode ser isso? 

Eu, para descansar, relaxar, gosto da minha casa.

Como escrever diante de um espaço aberto, sem fronteiras, sem rostos? Alguns irão se cuidar. Outros irão calar. Outros irão botar máscaras. Outros, sem nada a perder, irão soltar suas palavras e paixões. Ou talvez de tudo, dependendo do tempo e do ánimo.

E a lista vai indo... sem poder ser muito planejada, norteada, sugestionada, arrumada, empurrada, abalada, acabada...

Porque, eu disse em BSB em 2002: lista não é rede. Me preocupo mais com a Rede que com a Lista. Listas morrem rápido (aí eu errei, já vão 11 anos - aliás o aniversário da lista foi em Março: 11 anos). 
E tem sido (e será ainda) uma lista valiosa: com pelo menos, chutando, 60% de coisas significativas (informações, diálogos, aportes teóricos, discussões políticas, textos afetivos, outros poético... e até anárquicos como este que vou produzindo pensando em 537 que são... 537).

Enfim. Fiz uma pausa. Botei a criançada para dormir - que o corriqueiro e o doméstico são nossos verdadeiros milagres e não ler (entendendo) autores/heróis como Freire, Vasconcelos, Stotz, Valla, Deleuze, Foucault, Bobio, Elias, Levi-Strauss, Carlos Brandão, etc.... e o coitado Spinoza (nunca vi alguém ser tão falado e tão pouco aplicado)... todos esses carinhas são somente ajudas para constatar a supremacia da experiência do mundo, da profundeza da contemplação, da interpenetração - algo assim como um 69 espiritual - e a grandíssima sorte que temos de ter contato com as pessoas simples/sábias: como Oris, como Elias, como a Verinha (pajé ilustrada)... e outras sabidinhas que fizeram o maior esforço para serem simples/sábias, conseguindo com certa freqüência: como a Neidinha, o Sérgio sumido, a Iracema de outras praias, a Renata Pekelman (minha gêmea), e muitos mais.
Desses todos encontrei na rede. Na lista e depois ao vivo. Não vou ser "político" nem "polido" nem falso de dizer que tooooooooodos que conheci caem nos tipos ideais/reais acima ditos. Misteeerio. Só vou dizer que os que não são são poucos, bem pouquinhos. E, claro, não são capetas completos, coitados. Mas poucos fazem barulho danado. Enfim, melhor penso na toca.

Enfim, acho que falei da lista. E se você conseguiu ler até aqui é porque é viciado na edpopsaude. Abraço e vai se tratar, mermão. Vicio tem cura. E até tem redução de danos. E ainda tem palavrinhas bacanas para lhe consolar. Olha: dispositivo, potência, rizoma, implicação, olho vibrátil... coisa fina... aliás, você sabe o que é caviar?

Posted via email from wongun: mis/meus posterous

A falta dos profetas da ecologia. Leonardo Boff.

A falta dos profetas da ecologia. Leonardo Boff.

Caros: achei este artigo do Leonardo fundamental. Abracos


Julio Wong
Rio: a falta dos “profetas da ecologia”

Leonardo Boff - 15/04/2010

Entre os dias 5-8 de abril do corrente ano, o Estado do Rio de Janeiro (a cidade e outras vizinhas, especialmente Niterói) conheceram a maior enchente histórica dos últimos 48 anos. Houve grandes alagamentos nas principais ruas, deslizamentos de encostas, subida de um metro e meio da aguas da Lagoa Rodrigo de Freitas provocada, em   parte, pela elevação da maré que impediu o desaguar das águas pluviais. O mais terrível foi a morte de centenas de pessoas, soterradas por toneladas de terra, árvores, pedras e lixo. Entre outras, três causas parecem as principais causadoras desta tragédia, que, de tempos em tempos, se abate sobre a cidade, encantadora por sua paisagem que combina mar, montanhas e floresta, associada a uma população alegre e acolhedora.

A primeira são as enchentes propriamente ditas, típicas destas áreas sub-tropicais. Mas ocorre um agravante que é o aquecimento global. A tragédia do Rio deve ser analisada no contexto de outras ocorridas no Sul do pais com tufões, prolongadas chuvas com enormes deslizamentos e centenas de vítimas e da cidade de São Paulo que durante mais de um mes seguido sofreu enchentes que deixaram bairros inteiros ininterruptamente debaixo de águas. Analistas apontaram mudanças nos ciclos hidrológicos causadas pelo aquecimento das águas do Atlântico, como vem ocorrendo no Pacífico. Este quadro tende a se repetir com mais frequência e até com mais intensidade à medida que o aquecimento global se agravar.

A tragédia climática trouxe à luz a tragédia social vivida pelas populações carentes. Esta é a segunda causa. Há mais de 500 favelas (comunidades pobres), dependuradas nas encostas das montanhas que serpenteiam a cidade. Elas não são culpadas pelos deslizamentos, como apontava o governador. Elas moram nestas regiões de risco porque, simplesmente, não tem para onde ir. Há uma notória insensibilidade geral pelos pobres, fruto do elitismo de nossa tradição colonial e escravagista. O Estado não foi montando para atender toda a população, mas principalmente as classes já beneficiadas. Nunca houve uma política pública consistente que inserisse as favelas  como parte da cidade e por isso as urbanizasse, garantindo-lhes habitação segura, infra-estrutura de esgoto, água e luz e, não em último lugar, transporte. Sempre houve políticas pobres para os pobres que são as grandes maiorias da população e políticas ricas para os ricos. A consequência deste descaso se revela nos desastres que vitimam centenas de  pessoas.

A terceira causa é a que eu chamaria de a falta de “profetas da ecologia”. Observando-se ruas e avenidas inundadas, viam-se boaindo por sobre as águas, todo tipo de lixo,  sacos cheios de rejeitos,  garrafas plásticas, caixotes e até sofás e armários. Quer dizer, a população não incorporou uma atitude ecológica mínima de cuidar do lixo que produz. Esse lixo entupiu os bueiros e outros sugadouros de águas pluviais, o que provocou a subida repentina das águas torrenciais e seu lento escoamento.
Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, nos oferece um belo exemplo. Sob a orientação de um irmão marista, Antônio Cecchin, que há anos vem trabalhando nos meios pobres em volta da cidade, organizou centenas de catadores de lixo. Fez levantar cerca de vinte grandes galpões, perto do centro, na ponta da Ilha Grande dos Marinheiros, onde o lixo é selecionado, limpado e vendido a diferentes fábricas que o re-utilizam.

Conscientizou os catadores de que  com seu trabalho estão ajudando a manter a cidade limpa para que seja um lugar em que se possa viver com alegria. Orgulhosamente os catadores escreveram atrás de cada carrinho, em grandes letras, o seu título de dignidade: “Profetas da Ecologia”.

Assumiram como ideal as palavras de um de nossos maiores ecologistas, José Lutzenberger: “Um só catador faz mais pelo meio-ambiente no Brasil do que o próprio ministro do meio-ambiente”. Se existissem estes “profetas da ecologia” no Estado do Rio de Janeiro, as enchentes seriam  menos avassaladoras e centenas de vidas seriam poupadas.

25 de dezembro de 2009

Bia e o mar de Copa


O olhar vai ate o outro lado do Atlantico. Na avenida Atlantica. Natal íntimo e saboroso.

A pequena é a minha sobrinha Carol - de Brasilia.

27 de novembro de 2009

Pastoril... Tenda Paulo Freire












para Renata Pekelman (que estava lá) e 
para Sérgio Ramos (que devia estar lá)


na panela de pressão gigante
as crianças pastoras, as crianças borboletas
enquanto os podres poderes
(poderes enfim)
foram revistando e empurrando
e encantando plateias
com piadas gastas - sempre úteis, sempre efetivas

as pastorinhas vão dançando para o quase vazio
um vazio que é pleno
vazio que éramos nós
um quase que é tudo
um azul e um vermelho e um amarelo
amarelinho borboletinha

e no final finalmente
elas foram
mais grandes mais pessoas mais nós
que os que se fortificam com seguranças armados
e bajuladores
do que aqueles perdidos nos seus castelos
académicos vaidosos e
de centro de mundo

declaro o tempo da simplicidade
a beleza do corriqueiro
a luz do esquecido e apedrejado
o tom lúcido da espera
somos os palhaços de Deus
disse Francisco de Assis
somos os bufões do popular
com seus brilhos de cetim
com suas baixarias 7 cordas

e enquanto escuto Jorge Drexler
- apaixonado por Porto Alegre -
mando saudades e abraços
aos tempos gemelares
às luzes dos médicos bufões
aqueles
que na loucura e na risada
mostram
a vergonha dos donos
da festa oficial

23 de novembro de 2009

Defesa de mestrado 1997


foto já histórica. Valla e turma.

22 de novembro de 2009

Uma Galinha Cabidela Inesquecivel

Parabéns à cozinheira e ao ajudante!

Parabéns à companhia luxuosa da Simone, da Paulette e do especialíssimo Pacheco - além da presença clássica (pré-socrática na verdade) do Sérgio.

Nessa semana de congresso das vaidades e das resistências, o espaço das Graças foi o ambiente ideal para a nossa criatividade.

Iremos preparar um livro heterodoxo e heterônimo, um livro sem linguas nem papas...

Que a saúde coletiva rançosa se cuide.